Fábio Braz Vianna

Ao ler textos, assistir a certos programas, em conversas cotidianas ou até em alguns discursos ouvimos ditos populares, que são frases curtas baseadas no senso comum e com autores anônimos. Não irei, aqui, citar nenhum exemplo além do que me chamou a atenção para escrever esse texto, pois eu ficaria chovendo no molhado. Não resisti à pequena piada. Então, vamos começar antes tarde do que nunca. A frase “Os opostos se atraem” realmente mexe comigo. Digo isso, pois traz consigo um efeito rotulado que muitas vezes serve como justificativa.

Quem nunca ouviu a expressão “amor de carnaval”? Hoje até já podemos falar em outra, dar uma aperfeiçoada, chamando de “amor de Reality show”. Usamos tal expressão para falarmos de amores rápidos, amores que vêm e vão sem a pessoa conhecer a família do outro. Já viveu ou conhece alguém que tenha vivido? Alguns são fulminantes, pegam e derrubam sem deixar qualquer pedacinho da pessoa. “Somos atropelados por um caminhão e ninguém anota a placa!” Só me pergunto: se isso é saudável ou não e por que acontece cada vez mais hoje em dia. Uma parte eu respondo facilmente. Hoje, a frequência é muito grande por vários motivos: maior facilidade de comunicação, moda, mídia, o trato como pessoas descartáveis, banalização da relação, do sexo, do amor, das pessoas. Ou seja, um momento sócio-histórico que vivemos; de uma sociedade que busca sempre o prático, rápido e pronto, mas pena que nem sempre eficaz...

Demorei bastante tempo para escrever sobre esse tema, estive realmente protelando. Deve ser pelo fato de estar aceitando e sucumbindo a esse grande poder do século que vivemos, a busca infinita pela beleza. Mas no fundo se torna bem importante, pois me dá argumentos vivenciais do que quero falar. O que tem me impressionado nesses últimos tempos é a indústria das revistas, que antigamente eram femininas somente, mas hoje ataca todo e qualquer gênero e idade. O medo me ataca quando vejo as chamadas das capas, exaltando corpos sarados, pessoas lindas, cabelos maravilhosos e sorrisos “perfeitos”. Por que usei a palavra medo? Porque depois que inventaram o ‘Photoshop’ não existe mais gordura, celulite, estria, ruga, barriguinha saliente, dobra do joelho e nem pinta! Jesus! Onde foram parar as pintas?! Provavelmente estão perdidas nas lixeiras de algum computador...

Pense durante alguns segundos na sensação maravilhosa que é receber um carinho, um beijo, um abraço, uma massagem, cafuné ou qualquer tipo de afeto. Muita calma aí! Continue lendo! Receber prazer é bom pra caramba, não tem coisa melhor! Opa! Será que não? Pergunte para alguma mãe o que a deixa mais feliz na vida. Com certeza ela vai responder que é ver seu filho feliz, tendo sucesso, ou seja, tendo prazer. Tal situação, a satisfação do filho, do outro, também dá prazer à mãe, às vezes, muito mais do que uma geladeira nova. E amor de verdade mesmo é o amor de mãe! Agora vamos pensar na paixão, no amor entre companheiros. O que é melhor, dar ou receber prazer?! Pense por mais alguns segundos! Por favor, não saia! Continue lendo!...

Por vezes me pego pensando na época de faculdade e faço uma relação com a vida que levo hoje, o que construí, vivi, conquistei e perdi. Há pouco tempo voltei a ter contato com uma amiga desse tempo quase que longínquo. Por algumas semanas nos falamos com bastante frequência e depois ela sumiu, não deu mais sinal de vida, como fizera há alguns anos. Foi bem bacana, pois pude recordar de bons momentos e passar quase que pelo túnel do tempo. De certo modo isso me fez bem, porque pude perceber (pela minha ótica) o quanto as coisas mudaram, o quanto eu cresci. Também, a partir de feedbacks (termo bem organizacional, mas foi o que apareceu no momento), dessa amiga que, por me conhecer bastante, fez diversas analogias e deu muitos exemplos de como sou visto como homem na relação com o outro. Obviamente algumas expectativas e cristalizações, provenientes do carinho da relação, foram deixadas para trás, reflexo positivo da evolução e consciência sobre si...

Fico cada vez mais impressionado com a capacidade humana de sempre querer o mais difícil, de enjoar do que vem com certa facilidade e de sofrer com expectativas do que não aconteceu. O despertar de um desafio ou o prazer de uma conquista são sensações que satisfazem, impulsionam e alimentam nossas vidas para que possamos seguir em frente. São como uma fonte de energia para investimentos pessoais e sentimentais...

Dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, Páscoa, Natal, etc. O que essas datas têm em comum? Presentear!! Os namorados não poderiam ficar de fora, então foi criada uma data para comemoração. As explicações para as origens são várias, mas não é isso que vamos discutir aqui. É bem legal levantar a hipótese de que mãe é mãe todo dia e deve ser presenteada e reconhecida sempre. O mesmo vale para o namoro. Ele não é um dia no ano, não devemos lembrar-nos de presentear nosso(a) parceiro(a) apenas nesse dia. Quando digo presentear não é com uma roupa legal ou um anel estonteante, mas sim com o reconhecimento e atenção no dia a dia...

Uma pergunta que vem ocorrendo com bastante frequência é o motivo de eu considerar felicidade uma questão de escolha, ainda mais no trato entre pessoas e seus relacionamentos. Ao apresentar meu primeiro livro em uma feira literária, busquei abordar o entendimento básico da minha afirmação a partir de seus conceitos de Pessoas, Relacionamentos, Ser Feliz e Escolha, fazendo uma associação entre eles e minha visão de mundo. Decidi então transformar o roteiro da apresentação em texto. Existem diversos conceitos para a palavra pessoa. Temos até cidade de João Pessoa que, por incrível que pareça, é o nome de uma pessoa para uma cidade com o nome de Pessoa. E para ficar mais legal, temos também o poeta Fernando Pessoa. Mas em relação aos conceitos, podemos falar na gramática, quando falamos na primeira pessoa; na gestão, quando falamos gestão de pessoas em Recursos Humanos; na Biologia, como sinônimo de indivíduo humano e, no senso comum, como ser humano o que, para esse texto, será abordado...

A cada dia que passa percebo que, quando fazemos o bem, o justo e agimos de forma honesta com os outros, temos sempre boas recompensas. Mesmo que demore a vida sempre retorna para, de alguma maneira nos ensinar. Acredito piamente na lei do retorno e que, principalmente, aprendemos, não com a conquista, mas sim na caminhada. Pode parecer uma introdução estranha ou algo que remeta a um livro de autoajuda, mas deixo claro que meus textos passam longe de qualquer intenção dessa categoria. Quem o faz tem meu respeito, mesmo que eu não acredite que possa ser algo tão bom quanto se prega, mas tem seus resultados para alguns. Acontece o mesmo com meus textos. Uns gostam, outros não, uns indicam, outros nem comentam, mas tudo isso faz parte do jogo. E quando digo jogo é da relação entre pessoas, na iteração com a sociedade em qualquer âmbito que seja...

Recentemente estive lendo um artigo que fala sobre a sociedade contemporânea e a grande força negativa que a ansiedade vem causando nas pessoas. Ao mesmo tempo venho passando uma fase de transição e transformações em minha vida, o que me traz um tempo de baixa criatividade e inspiração. Acredito, obviamente, que essa entressafra tem ligação direta com meu momento de vida, que está sendo alimentado basicamente por anseios, desejos, expectativas e sonhos. Um prato cheio para a ansiedade e seus não tão belos sintomas, com reflexos emocionais, comportamentais ou corporais. Uma das frases bem interessantes desse artigo dizia: “Aproveite a caminhada”. Estava em inglês e gostei tanto que pensei em utilizar em um dos meus perfis nas redes sociais ou até tatuá-la no meu corpo. Exagero? Talvez! Fiz algo melhor. Resolvi escrever e tentar colocar em palavras tais sentimentos e conflitos internos do momento...