Fábio Braz Vianna

Quase desligando a TV para dormir, ouvi essa frase, mas não consegui identificar de onde veio, pois estava meio sonolento. Consegui apenas, após alguns bons minutos rolando na cama, incluir a ideia de tema em meu bloco de anotações no celular. Acredito que umas duas horas depois, por continuar a rolar na cama, decidi ligar o computador e escrever sobre o assunto. É o primeiro texto após 5 meses improdutivos (talvez) do último tema abordado. Nesse período, minha vida passou por novas transformações, continuando a montanha russa que não para de entrar, sair e entrar novamente em círculos completos de 90°, que me mostram, a cada nova situação, o quão cíclica é a vida e os aprendizados são necessários com amor ou dor...

Quando começamos um relacionamento geralmente estamos apaixonados ou, no mínimo, sentimos algum tipo de atração, gostamos de algo que nos é proporcionado pelo outro. Com o passar do tempo, com a intimidade e as experiências vividas em conjunto, os defeitos ou diferenças começam a aparecer. Quando aprendemos a lidar com isso, quando aceitamos tais defeitos e diferenças do outro e conseguimos conviver, gostando e sentindo prazer, podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que estamos amando. Ô sentimento gostoso de bom! Estamos colhendo os frutos do amadurecimento de uma relação...

Já escrevi algo sobre a saudade, mas falando do que acho que seja e de como acho que poderíamos lidar com a situação. Só que ao decorrer de minhas experiências acabo pensado em temas para escrever e mais uma vez a saudade entrou em cena. Desta vez pensando se sentir saudade é bom ou ruim. No texto que já escrevi digo que depende de cada um, de como cada um vai encarar ou vivenciar sua saudade. Hoje, vou tocar no ponto positivo da saudade, quero dizer, no ponto onde podemos nos prender a esse sentimento, não o encarando como sendo algo negativo e, sim, entendendo-o como um sentimento normal a acontecer quando se deixa de viver alguma coisa...

Nestes tempos em que vivemos, o bicho pega. Pega porque temos sempre que ser os melhores, mais fortes, mais bonitos, mais inteligentes, mais tudo. Só que não existem super-heróis, ninguém consegue ser o melhor em tudo ou em muita coisa. Toda essa necessidade vinda do mundo exterior faz com que acreditemos que realmente precisamos ser esse todo, esse super-herói que consegue fazer muito bem milhares de coisas ao mesmo tempo. O problema começa aí, pois com toda essa pressão trazemos essas necessidades para o nosso mundo interno. A bomba relógio está armada, porque nossa humilde condição humana não permite estarmos preparados para tudo. Temos que acordar cedo, nos alimentar bem, sermos os melhores no trabalho (caso desejemos uma promoção), ter o corpo em forma, ser o melhor marido ou esposa, o melhor pai ou mãe, ser bom de cama, ufa... mais um caminhão de coisas!! Será que dá?...

Existe aquela famosa frase, “Quem gosta de pênis é gay, mulher gosta é de dinheiro”. Não posso dizer que ela está totalmente errada, mas depende do como iremos interpretá-la. Na verdade tanto o gay quanto a mulher gostam de pênis e dinheiro, a diferença está em como um tem o outro. Ao dizer que alguém se interessa pelo dinheiro, estamos na verdade querendo dizer que essa pessoa gosta do que o dinheiro proporciona, que no fundo é a segurança. Homens bem sucedidos exalam poder, potência, possibilidades, ou seja, segurança. Que pessoa, independente do sexo, não deseja segurança? Na maior parte dos casos as pessoas fazem concurso público porque é emprego para toda vida e, nem sempre porque o salário é o melhor e o trabalho gratificante...

Desta vez estamos falando de duas palavras, sentimentos ou conjunto de sentimentos que me deixam até arrepiado. Aposto que 90% dos leitores também. Se apaixonar é uma delícia, tudo fica azul, lindo, a pessoa é maravilhosa, tudo o que ela faz é bom, só vemos coisas boas. O mundo passa a não ter problemas, ficamos radiantes, mostrando a tudo e a todos que estamos bem e nos sentindo felizes. Todo mundo percebe quando outra pessoa está apaixonada, pois ela age de maneira infantil, acha graça de tudo, é uma beleza. É muito gostoso sentir tudo isso. Caracterizo a paixão como uma turbulência, pois chega, tira tudo do lugar, dura um determinado tempo e, não sei se, felizmente ou infelizmente, passa...

Como é conhecido o romântico à moda antiga?! Ele abre a porta do carro, puxa a cadeira para sua companhia sentar, dá flores, liga no dia seguinte, faz jantar a luz de velas, dá cartão, etc. Bem legal, bonito, bonitinho! Mas será que é isso que anda agradando as mulheres hoje? Será que é esse o tipo de homem que realmente desperta e mantêm o interesse da mulher?! Por conhecimento de causa digo que não. Se o cara quiser ser um legítimo “Dom Juan” deve primeiro saber com qual tipo de mulher está lidando para saber quais os reais artifícios a serem utilizados na conquista, pois cada mulher e situação exigem do conquistador uma atitude. Mas isto não é o que iremos falar. Se alguém quiser dicas sobre conquista ou ser conquistado não irá encontrar nesse texto, mas possivelmente em algum outro quem sabe...

Quem nunca escutou a frase ou viu em alguma rede social: “Sou legal, não estou te dando mole”. Eu consigo ver essa frase por 3 ângulos diferentes. O primeiro é que realmente sou legal, simpático, converso com todo mundo e, às vezes, as pessoas confundem as coisas. Já o segundo é assim, estou te dando mole sim, mas falo essas coisas e nego só pra não dar o braço a torcer e para não ficarem dizendo que sou fácil. E o terceiro ponto de vista é que nem sou tão simpático assim nem estou te dando mole, mas ter alguém me desejando é muito bom. Podemos discutir sobre os três pontos, mas vou me ater apenas ao terceiro, que me intriga no momento. Os outros dois se por vontade ou solicitado, discorro em outra oportunidade...

Esta frase é muito interessante. Interessante porque possui três palavras que trazem consigo diversos significados e, mais que isso, uma gama de afetos. O que é se sentir corroído? O que é amar? O que é ser correspondido? Cada uma dessas palavras varia de acordo com o sujeito, pois cada um sente e percebe o que acontece ao seu redor de forma pessoal, determinada por suas experiências de vida. O que é corrosivo para um pode nem ser desagradável para o outro. E isso também serve para amor e compreensão, pois cada um tem suas necessidades...