Author: Fábio Braz Vianna

A cada dia que passa percebo que, quando fazemos o bem, o justo e agimos de forma honesta com os outros, temos sempre boas recompensas. Mesmo que demore a vida sempre retorna para, de alguma maneira nos ensinar. Acredito piamente na lei do retorno e que, principalmente, aprendemos, não com a conquista, mas sim na caminhada. Pode parecer uma introdução estranha ou algo que remeta a um livro de autoajuda, mas deixo claro que meus textos passam longe de qualquer intenção dessa categoria. Quem o faz tem meu respeito, mesmo que eu não acredite que possa ser algo tão bom quanto se prega, mas tem seus resultados para alguns. Acontece o mesmo com meus textos. Uns gostam, outros não, uns indicam, outros nem comentam, mas tudo isso faz parte do jogo. E quando digo jogo é da relação entre pessoas, na iteração com a sociedade em qualquer âmbito que seja...

Recentemente estive lendo um artigo que fala sobre a sociedade contemporânea e a grande força negativa que a ansiedade vem causando nas pessoas. Ao mesmo tempo venho passando uma fase de transição e transformações em minha vida, o que me traz um tempo de baixa criatividade e inspiração. Acredito, obviamente, que essa entressafra tem ligação direta com meu momento de vida, que está sendo alimentado basicamente por anseios, desejos, expectativas e sonhos. Um prato cheio para a ansiedade e seus não tão belos sintomas, com reflexos emocionais, comportamentais ou corporais. Uma das frases bem interessantes desse artigo dizia: “Aproveite a caminhada”. Estava em inglês e gostei tanto que pensei em utilizar em um dos meus perfis nas redes sociais ou até tatuá-la no meu corpo. Exagero? Talvez! Fiz algo melhor. Resolvi escrever e tentar colocar em palavras tais sentimentos e conflitos internos do momento...

De início é legal explicar o que seja o termo “photoshopada”. Vem do nome de um programa de computador que edita imagens, muito usado para adicionar efeitos, colorir, tirar imperfeições, etc. Li essa frase é um texto que ficou famoso e rodou a internet em um momento delicado da história do nosso país. Era uma carta de um gringo direcionada ao Brasil. Vi, após alguns meses, passando a barra de rolagem de uma rede social, o vídeo de uma atriz famosa nacionalmente por sua beleza, trabalhos na TV e por opiniões sinceras (polêmicas em sua maioria), comentando sobre uma entrevista que deu a uma revista de moda. A mesma disse que fez o vídeo, pois não acredita que a jornalista iria publicar ou talvez o editor não autorizasse, tendo em vista que ela criticou a posição da indústria da moda em relação ao estereótipo de beleza criado e enfiado goela a baixo na sociedade...

Por muito tempo eu relutei em escrever sobre temas como o que segue, talvez por receio de considerar um modismo, por não ter saco de tanto ouvir tanta coisa de tanta gente a respeito do assunto. A questão é que tem acontecido tanta coisa que o calar já está incomodando e me fazendo sentir um tanto conivente com isso, ou até, sentindo a necessidade de traduzir a temática em palavras. Assim que vejo uma notícia ou alguém falando algo como sobre o juiz que dá uma sentença idiota, ou o pai que espanca a filha por ela ter contado que mantém relação sexual com um rapaz há certo tempo, ou os políticos que roubam claramente, flagrados por gravações e, em sua “pureza” tenebrosa, negam, dizendo-se inocentes e acusando todos os contrários de mentirosos, todo esse desperdício de tempo e essa transformação ou loucura que transborda a realidade não me deixam mais calar sobre...

Fiquei um pouco na dúvida se escreveria ou não sobre esse tema, mas ao pensar bem, cheguei à conclusão de que seria muito importante, pois o relacionamento entre pessoas não faz distinção específica sobre o sexo dos parceiros, quem faz isso é a sociedade, a cultura das pessoas. Este tema também chama a atenção se abordado no ponto em que tentarei. Vou tratá-lo da melhor maneira possível, expressando a necessidade do desprendimento ao preconceito e às diferenças...

Essa frase é muito boa! Quem nunca disse ou ouviu algo nesse sentido: “Você se acha!”; “Está se achando, hein!?!”. Para tal observação existem várias respostas: “Que isso, nem é isso que você está pensando!”; “Só um pouquinho!”, “Se eu não me achar quem vai me achar?!” E tem mais um monte.

Quase desligando a TV para dormir, ouvi essa frase, mas não consegui identificar de onde veio, pois estava meio sonolento. Consegui apenas, após alguns bons minutos rolando na cama, incluir a ideia de tema em meu bloco de anotações no celular. Acredito que umas duas horas depois, por continuar a rolar na cama, decidi ligar o computador e escrever sobre o assunto. É o primeiro texto após 5 meses improdutivos (talvez) do último tema abordado. Nesse período, minha vida passou por novas transformações, continuando a montanha russa que não para de entrar, sair e entrar novamente em círculos completos de 90°, que me mostram, a cada nova situação, o quão cíclica é a vida e os aprendizados são necessários com amor ou dor...

Quando começamos um relacionamento geralmente estamos apaixonados ou, no mínimo, sentimos algum tipo de atração, gostamos de algo que nos é proporcionado pelo outro. Com o passar do tempo, com a intimidade e as experiências vividas em conjunto, os defeitos ou diferenças começam a aparecer. Quando aprendemos a lidar com isso, quando aceitamos tais defeitos e diferenças do outro e conseguimos conviver, gostando e sentindo prazer, podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que estamos amando. Ô sentimento gostoso de bom! Estamos colhendo os frutos do amadurecimento de uma relação...

Já escrevi algo sobre a saudade, mas falando do que acho que seja e de como acho que poderíamos lidar com a situação. Só que ao decorrer de minhas experiências acabo pensado em temas para escrever e mais uma vez a saudade entrou em cena. Desta vez pensando se sentir saudade é bom ou ruim. No texto que já escrevi digo que depende de cada um, de como cada um vai encarar ou vivenciar sua saudade. Hoje, vou tocar no ponto positivo da saudade, quero dizer, no ponto onde podemos nos prender a esse sentimento, não o encarando como sendo algo negativo e, sim, entendendo-o como um sentimento normal a acontecer quando se deixa de viver alguma coisa...

Nestes tempos em que vivemos, o bicho pega. Pega porque temos sempre que ser os melhores, mais fortes, mais bonitos, mais inteligentes, mais tudo. Só que não existem super-heróis, ninguém consegue ser o melhor em tudo ou em muita coisa. Toda essa necessidade vinda do mundo exterior faz com que acreditemos que realmente precisamos ser esse todo, esse super-herói que consegue fazer muito bem milhares de coisas ao mesmo tempo. O problema começa aí, pois com toda essa pressão trazemos essas necessidades para o nosso mundo interno. A bomba relógio está armada, porque nossa humilde condição humana não permite estarmos preparados para tudo. Temos que acordar cedo, nos alimentar bem, sermos os melhores no trabalho (caso desejemos uma promoção), ter o corpo em forma, ser o melhor marido ou esposa, o melhor pai ou mãe, ser bom de cama, ufa... mais um caminhão de coisas!! Será que dá?...