Será que sou legal e não estou te dando mole?

Será que sou legal e não estou te dando mole?

Quem nunca escutou a frase ou viu em alguma rede social: “Sou legal, não estou te dando mole”.

Eu consigo ver essa frase por 3 ângulos diferentes. O primeiro é que realmente sou legal, simpático, converso com todo mundo e, às vezes, as pessoas confundem as coisas. Já o segundo é assim, estou te dando mole sim, mas falo essas coisas e nego só pra não dar o braço a torcer e para não ficarem dizendo que sou fácil. E o terceiro ponto de vista é que nem sou tão simpático assim nem estou te dando mole, mas ter alguém me desejando é muito bom.

Podemos discutir sobre os três pontos, mas vou me ater apenas ao terceiro, que me intriga no momento. Os outros dois se por vontade ou solicitado, discorro em outra oportunidade…

O terceiro ponto engloba assuntos interessantes como o desejo, o fato de ser desejado. Enquadra pessoas que necessitam ser desejadas pelo outro para se afirmarem, para se completarem, pois o vazio e a solidão as consomem.  Existem outros exemplos do modo como suprem tal vazio. O trabalho, por exemplo, procurando sempre se destacar e ser o melhor antes mesmo de ser competente e útil. Mas, sem dúvidas, o melhor meio para preencher este vazio, mas não o mais fácil, é a busca pelo autoconhecimento. (Terapia ajuda bastante).

As pessoas que se enquadram nesse estilo não dizem não a você e também não dizem sim, fazem aquele jogo de te ter sempre ao lado. O cuidado a se tomar é para realmente não confundir seus desejos e expectativas vendo em tudo o que o outro faz como sendo um sinal para você continuar. Isso também ocorre, mas também é algo a ser discutido posteriormente, pois existem, e é de quem quero falar, pessoas e situações em que você não tem escapatória.

O seu desejo é conhecido, o outro sabe de sua vontade por ele, e mesmo assim, querendo ou não, continua a agir de modo a te dar esperanças.

Você convida essa pessoa para sair e ela diz que não pode. Depois ela é que te chama para sair. Estranho isso! Quando conversam ela não fixa o olhar em você, parece que foge de uma situação que possa rolar algo, como o jeitinho de quem quer, mas não se permite. Desafiador!

Admito que situações assim incomodam. Mas e aí?! O que fazer?! Como agir?!

Temos mais três opções. Jogar-se, entrar de cabeça e usar seus melhores artifícios de conquista para vencer essa batalha, ou apenas aprender com ela. Outra opção é sair de cena, evitar o contato, realmente fugir do problema. E por último, e creio que possa ser o mais difícil, conviva com isso, pois essa situação pode ou não continuar por sua escolha. Você pode alimentar o que ocorre, fugir ou apenas entender, compreender (a terceira opção).

Já que somos o que escolhemos então não precisamos ser o objeto de satisfação de alguém. Se o outro precisa se sentir desejado, com o perdão da palavra, o problema é dele.

Em conclusão, faça sua escolha, mas com responsabilidade, pois ao final quem vai estar no meio de tudo é você.

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